segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Quer saber? Era pra ser sobre você...
"Simplesmente acontece de você encontrar a pessoa e então tudo muda, muita coisa muda. Tudo isso define quem você é" - ele me disse. Pensei. Pensei mesmo. Pensei tanto que ainda estou pensando a respeito. A vida é assim mesmo, pessoas entrando e saindo. Mas, diga-me, quantas delas fizeram diferença? Quantas delas valeu a pena ter conhecido? Essas perguntas não têm, necessariamente, respostas iguais. Me intriga imaginar que o mundo tem lá seus 7 bilhões de habitantes e eu não irei conhecer todos. Cada peculiaridade, mania, gesto, jeito de falar, sotaque, roupas, qualidades e defeitos...Eu sou talvez apaixonada pelas pessoas. Eu não diria que gosto delas, entenda, é diferente. Estar apaixonado é quase como algo sem escolha, gostar é gostar... Eu diria que eu sou apaixonada pela humanidade em si, com sua capacidade de raciocínio e seu polegar opositor, que seja. Mas, nem todas as pessoas me agradam... e quem é que pode dizer o contrário? Tanto faz. Existem loucos por aí, pessoas que não dão a mínima e sequer apreciam a vida (assim como também existem aquelas que não tem oportunidades, privilégios, condições - triste!). Enfim, a questão é que é tanta gente indo e vindo, tanta coisa ficando, tanta coisa saindo que eu me pergunto...o que importa? É...engraçado. Realidade, maturidade, eis duas coisas que juntas podem gerar uma salada ótima. Na verdade eu só ainda estou pensando no que ele me disse... "conhecer a pessoa" Ele não me disse uma pessoa, ele disse 'a' pessoa. É completamente diferente. Eu já a encontrei? Ou essa pessoa já me encontrou? Isso não implica reciprocidade, implica? Quero dizer, talvez eu seja essa pessoa para alguém, a pessoa que vai mudar tudo, mas essa não seja a pessoa para mim. Não estou falando de almas gêmeas aqui. Só estou falando daquele alguém, ou daqueles alguéns que todo mundo deveria encontrar. Os famosos por rir e chorar junto, por te dizer a verdade na cara, por serem delicados ao dizer 'você está errado' e por quererem o seu bem ainda que isso lhes custe um pouco de dor (às vezes)... Mães? Pais? Amigos? Namoradas? Quantas pessoas assim você tem na sua vida? E quem seria 'a' pessoa? Consegueria se lembrar de alguém nesse exato momento que fez tudo parecer completamente diferente? Ainda que essa pessoa esteja em outro país, outro estado, tenha desaparecido, perdido seu telefone (ou mentido), à sete palmos do chão (sinto muito)...você consegue se lembrar de alguém? E você, já experimentou ser 'a pessoa' na vida de alguém? Não se assuste, reforço, não estou falando da tamap da panela...só estou falando de relacionamentos sociais, em geral... Só seria interessante se cada um só preocupasse com o outro. Eu não vou poder conhecer todos vocês, 7 bilhões, mas eu, sinceramente, prefiro me importar em ter tido algum valor na vida daqueles com quem eu dividi momentos (não é tão romântico quanto parece, eu não ligo tanto, mas queria, enfim ...). Enfim, como é bom escutar meu telefone tocando agora...
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Bastava Você
Nem sol, nem chuva
Nem frio, nem calor
Seja qual fosse a temperatura
Bastava você, meu amor.
Nem esperança, nem razão
Nem soneto, nem melodia
Seja qual fosse a canção
Bastava você, minha vida.
Nem dinheiro, nem fortuna
Nem jóias, nem diamante
Ainda que fosse uma viagem para a Lua
Bastava você, meu amante.
Não preciso de palavra solta
Dispenso qualquer coisa que você me faça
Não peço por muito mais que o mel de tua boca
Enquanto eu te digo ao pé do ouvido: ''Você basta''.
Lana Lima.
Nem frio, nem calor
Seja qual fosse a temperatura
Bastava você, meu amor.
Nem esperança, nem razão
Nem soneto, nem melodia
Seja qual fosse a canção
Bastava você, minha vida.
Nem dinheiro, nem fortuna
Nem jóias, nem diamante
Ainda que fosse uma viagem para a Lua
Bastava você, meu amante.
Não preciso de palavra solta
Dispenso qualquer coisa que você me faça
Não peço por muito mais que o mel de tua boca
Enquanto eu te digo ao pé do ouvido: ''Você basta''.
Lana Lima.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Noite Livre
Um dia desses ela decidiu não lembrar de nada. Nem se limitar. Ela decidiu simplesmente ser, deixar com que as palavras saíssem por si só e o gestos dissessem mais do que as palavras. Depois de ficar perdida o dia todo entre as ruas, entre as notas musicais e entre as expectativas eufóricas, ela decidiu sorrir. Ela sentou e sorriu bastante, comeu chocolate até começar a tossir e não se limitou. Chorou de rir, falou sobre coisas bobas e deu o primeiro passo. Ela mal sabia que esse passo ia acabar mais longo do que pensava. O primeiro passo levou-a até ele. Pra perto dele. Não que fosse coisa de filme, mas ela teve que sorrir para não babar. Caramba. Olha onde ela estava ontem, e olha onde ela estava agora.
Sequência de Quinta
Diálogos fáceis, palavras simplistas
Ouvidos atentos, algumas bebidas
Sorrisos trocáveis, vontades implícitas
Momentos espontâneos, suas iguarias
Cabelos sedosos chamam por mãos soltas
Braços envoltos dispensam voz rouca
Olhos nervosos criam pálpebras frouxas
Como um estalo, encostam-se bocas
Desfazem-se roupas, encontram-se corpos
Ao apertar-se os peitos fecham-se os olhos
Músculos agem sozinhos no quarto
O ar condicionado é o transpiro dobrado.
Lana Lima.
Ouvidos atentos, algumas bebidas
Sorrisos trocáveis, vontades implícitas
Momentos espontâneos, suas iguarias
Cabelos sedosos chamam por mãos soltas
Braços envoltos dispensam voz rouca
Olhos nervosos criam pálpebras frouxas
Como um estalo, encostam-se bocas
Desfazem-se roupas, encontram-se corpos
Ao apertar-se os peitos fecham-se os olhos
Músculos agem sozinhos no quarto
O ar condicionado é o transpiro dobrado.
Lana Lima.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Sei lá
Todos os dias eu renasço. A aurora invisível à minha janela me torna outra só por sequer existir. Com segundos a menos, com ansiedade a mais. Ou com tudo isso ao contrário. É possível? Eu me renovo e continuo a mesma. Eu escrevo, e os meus melhores escritos já foram publicados. Nunca soube. A letra voa e eu nunca soube. Hoje sonhei com o amor da minha vida. Sim, foi ele que me disse isso no sonho. Nunca o vi. Ele me deixou apavorada com seu discurso, mas eu fiz questão de escutar até o final. Estranho. Acho que existe alguma parte dentro de mim que insiste em me amar. E ele me pediu para respondê-lo. Seria possível? Ele ao menos era simpático, bonito, não nego, e tinha palavras doces meio em preto e branco. Alguns cientistas dizem que nós sonhamos em preto e branco e que quando acordamos é então que processamos todas as cores. Só me lembro dele em preto e branco. Será então que eu não acordei? Será que eu estou dentro do sonho e então o meu amor está por aí? Bizarro. Com tanta gente para eu me apaixonar e eu vou querer me intrigar logo pela minha própria imaginação. Brincadeira, eu não estou apaixonada por ele. Mas ele bem que insistiu bastante.
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